quarta-feira, 9 de maio de 2012

E agora você se dá conta da realidade a sua volta e se pega fazendo uma lista mental de músicas proibidas, lugares, bebidas, filmes, lugares de novo, pessoas, idéias, comidas!! Você não dorme e quando o faz é em excesso. Você passa a evitar situações, sentimentos, sensações, desejos e pensamentos. O que te sobra? Nada. E você chega aonde queria chegar mas você não fica feliz porque o que você deseja é exatamente a ausência de qualquer sentimento. Você acha que está no caminho certo até que você finalmente fecha os olhos e dorme. Acorda desesperada, com raiva e chorando:  você não pode fingir que não sente, que aquilo não te incomoda mais, que não te dói. O teu inconsciente te mostra a realidade por trás do véu que você fez questão de por diante dos olhos e do coração. Não, não há saída. A única saída é continuar andando. É como se você fosse personagem de um filme cujo o tema é alguma espécie de vírus mortal disseminando a população do planeta e você, tendo sido infectado, se arrasta pelas cidades lutando pela sobrevivência esperando chegar à base onde o exército te resgata e te aplica a vacina. Mas você não vê drama nisso tudo, porque você está dentro, e isso tudo está dentro de você. 
E você chora.