segunda-feira, 18 de abril de 2011


Sou aquela que tropeça, caí, levanta, tropeça de novo...fica estendida no chão, às vezes rindo da queda, outras vezes chorando pela dor e feridas causadas pelo tombo... Sou aquela que, muitas vezes não se vê capaz de fazer certas coisas mas que aprende e a cada instante se surpreende com ela mesma diante das incontáveis "incapacidades" que, com o tempo , vê-se capaz de realizá-las, talvez de forma não tão sublime...

Aprendo com cada tombo que levo. Cada marca, cicatriz e arranhão que tenho são símbolos das minhas vitórias...são sinais não só da "sobrevivência" mas da VIVÊNCIA. Viver está além. Sobreviver é triste. Superar também. Decido que não sou sobrevivente de nada. Sou ser humano que vive e que se perde nos nós da vida, mas que se encontra...sempre.

A vida vale tão mais quando a gente olha ao redor vê que está cercado de pessoas especiais que nos escolheram e que nós escolhemos também. Quem tem pessoas queridas por perto (perto do coração) sabe que cada tombo (ou cada tapa da vida, né Rafa?), por pior que seja, não é nada... e sempre vale a pena se levantar, recompor-se, sacodir a poeira...
E digo mais, amar é escolha sim. Eu escolho quem eu amo. E não amo muita gente, mas quando gosto...gosto com intensidade. As Pessoas queridas sabem que são queridas.. =)

Aos queridos..

" É preciso força para sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê..." - Los Hermanos

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Hoje quis ver o mundo desfocado....

Sair só, andar pelas ruas debaixo do sol de outono sem lentes, sem óculos, sem nada que lhe impeça de exergar o mundo, de fato... Ver um mundo velho sobre outra perspectiva, mundo desfocado, longe da perfeição cotidiana. Ver pessoas, simplesmente pessoas sem qualquer identificação, sem traços, com seus rostos desfocados..
Experimente!

Assumir a miopia pode ser libertador

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Um pouco sobre o tudo e o nada

O que seria "ter tudo", eu te pergunto. Você me responde que ter tudo é estar plena, ter amigos, família, um bom emprego ou pelo menos um salário que torne possível ser independente e completa com aquela frase " ter tudo é tudo isso e ter a pessoa que você ama ao teu lado, ter tudo é isso". SImples, não é? Isso seria felicidade também? -Talvez, você me responde com cautela - Talvez. Diante disso eu poderia dizer que alguém que nada tem jamais poderia ser feliz. Você se cala, pensa um pouco e responde com receio - Acho que não, felicidade nada tem a ver com o que você ou não tem, felicidade é um estado. A nossa conversa se estende para além da nossa própria compreensão... no final da noite a única certeza que tenho é de que a felicidade independe de posses, independe de amores, de amigos ...independe de tudo: A felicidade é algo que você carrega dentro de você, incubado, é um vírus do qual eu, você e o mundo todo somos portadores: Uma hora OU NÃO, o vírus resolve aparecer, sem mais nem menos... ele é "ativado". Felicidade é feita sim de coisas pequenas, muita vezes até banais.. Não se busca a felicidade, ela aparece quando você não a espera e também vai embora antes que você seja capaz de perceber que ela esteve ali. Felicidade é como um dèjavu... você só a sente segundos depois dela ter ido embora, segundos depois do motivo dela ter aparecido também ter sumido. Portanto concluo que buscar a felicidade é uma busca utópica. Somos felizes mesmo quando não temos nada.