sábado, 6 de setembro de 2008

Ah, o amor, esse temporal...*

Resolvi falar sobre o amor, hoje. E especialmente pra esse blog, por um motivo específico: Quero compartilhar minha visão acerca desse assunto tão abstrato, que chega quase a incomodar. À princípio, vou no Drummond, vê-lo escrever: "Que pode uma criatura, senão entre criaturas, amar?amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar? Sempre, e até de olhos vidrados, amar?" O que fazer do amor? Drummond saberia responder. Fato é que o amor é algo inoportuno. A gente nunca tem quando quer, por mais que peçamos. O amor aparece, e vai embora de um jeito ou de outro. Há quem explique por teorias, mas o amor "foge a dicionários, e a regulamentos vários" (como ainda escreveu Drummond). Todo mundo ama. De uma forma ou de outra, todo mundo ama. E como pode ser o amor diferente pra cada pessoa? Por que minha visão de amor é diferente da sua? O que me faz amar? Não sei responder essas questões, e quando souber, talvez já até tenha deixado de amar. Amor e fé, não se discutem, sentem-se. Hesse diria ainda, que "amar e desejar não é a mesma coisa: o amor é o desejo que atingiu a sabedoria". Mas, como saber quando estamos prontos pro amor? Essa é a grande questão: Não há métodos, ou manuais de instrução. O amor tende a desandar, tende a se desfazer, caso seja amado demais. O amor é estranho, quase um quasímodo solitário, tocando seus sinos em harmonia. Não quer ser controlado, possuído ou dado; quer somente amar. O amor é o bicho arredio que insiste em nos rodear. Quando quer, é claro.


*Trecho de Samba de Verdade - Eduardo Gudin.

Escrito ouvindo "Everybody's gotta learn sometimes - Trilha de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.