domingo, 30 de março de 2008

Falar, falar e falar.


Todos sabem que falar é fácil, falar algo interessante e coerente não é tão fácil. Expressar causas e sua personalidade também é fácil, sendo elas verdadeiras ou criadas. Quero então, neste texto, EXPRESSAR minha raiva pela capacidade do ser humano aderir falsamente a causas, e digo, tem gente que realmente se esforça para mostrar algo que definitivamente não é. A questão é todos tem sua definição do que é certo e errado, feio ou bonito, mas nem sempre seguem o que acham que devem. Quem nunca conversou com alguém que não parava de reclamar do governo, disso, daquilo, da fome, da falta de vergonha e de ninguém fazer nada? Conheço uma pessoa que faz textos e mais textos sobre o governo, mas nunca fez nada por isso. Ora, se algo lhe incomoda tanto, você faz algo, não? Lembro que na época que tiveram aqueles problemas no aeroporto de Congonhas, diversas pessoas colocaram uma flor lindxinha no nick do MSN e ficaram passando correntes, como se elas realmente se importassem. Coisa de quem quer aparecer. Coloca uma flor no nick e fica falando das gatinhas e da balada, uma falta de respeito absurda com quem está realmente sofrendo com a perda de alguém próximo. Outros ficavam reclamando o dia todo, é, falar é fácil. Claro que a obrigação não é nossa de manter a segurança, mas o país é nosso, e ele não vai mudar do nada. Outro caso: fotos de pessoas morrendo de fome no álbum ORKUT, pessoas que querem se mostrar realmente afetadas com a fome mundial. Se estão afetadas, vão arrecadar comida e distribuir para quem tem fome, faz um sopão e vai distribuir, ou qualquer outra coisa que ajude, ao invés de ficar reclamando. O contraditório agora, em todos lugares tem os pseudo-intelectuais, “comunistas” e cia, que dizem que a pessoa não tem que ligar para o que as outras vestem, mas são os primeiros a apontar para uma perua e discriminar, falam sobre o preconceito, mas na verdade são estes os preconceituosos. Se não precisa ligar para o que os outros vestem, por que logo eles tem o direito de fazer isso?

Falsos moralistas, quem não os odeia?

quarta-feira, 5 de março de 2008

Elite econômica e cultura.

O Brasil tem pouquíssimas pessoas na classe A. Para que um pessoa integre a classe Alta-Alta, é necessário que seja muito rica e tenha um sobrenome tradicional. Então, o que vemos no país hoje, é uma ascensão de new richs. Pessoas que se deram bem na vida, e comandam a economia – bom pra eles – e a forma com que o país cresce. Até aí, fato comum a quase todos os países subdesenvolvidos.
Mas, acontece que essa elite econômica, não é necessariamente a elite intelectual. Então há um choque de poderes: a elite do dinheiro que é em parte burra, e a elite intelectual que quer ser a elite do dinheiro. A elite que comanda o dinheiro importa cultura e faz a gente "dançar conforme a música". Bom, pluralidade cultural é bom. Mas e quando não há pluralidade? Aí a coisa complica. Quando a elite ouve só o sertanejo-perdi-alguém, ou o funk-quero-parecer-pobre, e dá de costas para a mpb, para o choro, desprezando a música clássica, faz o país declinar culturalmente porque investe pouco em arte.
Podem me chamar de elitista, moralista ou conservador dos bons costumes. Há quem diga que sou mais um daqueles de direita, baseando-me em moral cristã. Não sou, aliás, considero-me o oposto. O que digo, afinal, é que essa elite que não se atenta à música, a arte, a literatura, tende a ignorância profunda. O pior é que muitas pessoas da classe baixa, querem ser da classe alta, mas querem da maneira mais fácil: daí se vão os milhões de apostas na mega-sena, os meninos querendo ser jogadores de futebol e jogar na europa, as garotas querendo ser mulheres de homens ricos, e por aí vai. O Brasil está em crise intelectual. Claro: os intelectuais de hoje em dia pensam demais e ganham de menos, ou estão na política. Pecam em discurso quando se envolvem em política...
Falando em discurso, sei que o meu não é dos melhores. Será que sou da elite econômica e não sei? Espero que não.