quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Medo de fazer terapia e perder a inspiração...

Fazer terapia é um barato muito louco e bem diferente daquilo que a gente vê nos filmes. É um processo bastante interessante e também bastante lento e gradual. Confesso que sempre tive medo de fazer terapia, um medo interno, medo talvez de descobrir que a realidade em que eu vivia podia, no fundo, não ter muito sentido.
Cazuza cantou certa vez : "eu vou pagar a conta do analista para nunca mais ter que saber quem eu sou". Interessante como isso faz realmente muito sentido depois que se está no processo. Cazuza disse bem, saber quem realmente somos pode ser muito aterrorizante, tão aterrorizante quanto ir ao médico e descobrir que se tem câncer e que te resta apenas 3 meses de vida. Mas há tanta beleza nesse processo, que vale a pena tentar porque o terror das descobertas, em certo momento, dará espaço à grandes experiências, relacionamentos saudáveis e uma vida de sentidos. Claro que não é fácil e simples assim, pode ser doloroso.
O processo terapêutico se dará de forma melhor se você for com a cara do terapeuta, então é o seguinte, procure até encontrar alguém com quem você se sinta no mínimo bem. Também é importante saber que há variações bastante perceptíveis de abordagem para abordagem, então procura saber qual a abordagem seguida pelo terapeuta, pode ser importante caso você não goste, assim, na próxima poderá tentar encontrar alguém de abordagem diferente.
Enfim, não há o que temer, fazer terapia é conhecer-se a fundo. E há no mundo algo mais inspirador do que o próprio conhecimento sobre si mesmo?

Me desculpem esse post estranho, mas queria falar um pouco sobre a importância do "descobrir-se" e o quão libertador isso pode ser.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Quem é o inimigo? Quem é você?*


(...)Não faz parte de mim o idealismo: o título diz "Onde vós vedes coisas ideais, eu vejo – coisas humanas, ah, coisas demasiado humanas!" (...)
(Trecho de Humano, demasiado humano – F. Nietzsche)

Hoje, enquanto esperava o ônibus, parei pra prestar atenção à garoa que caía sobre o centro, e acudia o céu colérico-fumaça. Um hippie se aproximou de mim, e começamos a conversar. Ele me contou que estava indo pra Teresina, mas antes passaria por Goiás. Me fez pensar: "O que leva esse cara a viver tão livre assim?". Novamente, me atentei à garoa: quantos ali pensavam sobre sua influência cotidiana? Então, decidi escrever hoje sobre visão. O que tem a ver? Não sei, tirem suas próprias conclusões.
Ao meu ver, existem três tipos distintos de pessoas: As que enxergam o que querem, as que enxergam o que a mídia permite, e as que sequer enxergam. Quem enxerga o que quer, sai em desvantagem: a pessoa pode acabar inventando uma própria realidade. Algo quixotesco, que mesmo sendo uma válvula de escape poética e as vezes necessária, não serve a todo momento. As pessoas que enxergam o que é permitido que enxerguem, talvez vivam felizes. Mas isso me parece alienação e por mais difícil que seja, devemos fugir disso; quem enxerga o que está somente sob seu alcance, acaba não vivendo realmente: não é permitido viver tudo, porque é imoral, ou ilegal. As pessoas que não enxergam, não são capazes de argumentar sobre qualquer assunto além de sua cegueira, por isso não vou desenvolver qualquer comentários sobre elas. Reparem que não falo de deficiência física, por favor.
Você é de qual tipo de pessoa? Não sei. Não sei ao menos de que tipo de pessoa eu sou. Todos estes tipos apresentam problemas, pecam pela falta ou sobra, mas são o que nos sobra. Ou será que há outro tipo? Talvez haja, mas isso é assunto pra uma próxima. Devemos na verdade equilibrar esses três tipos de visão, cada um valendo-se em horas diferentes, mas todos emergidos do rotineiro. É possível sim, ver além do que nos mostram, mas a alienação é tão presente, que não há como escapar dela. A cegueira, pode nos salvar de um fim trágico, e os olhos "espelhos do mundo", só me fazem, mesmo, refletir.

* frase da música "soldados" do Legião Urbana.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Elo Biológico, dane-se.

Hoje parei pra pensar nas coisas que estão me acontecendo, isso está complicado. Tirei conclusões, precipitadas ou não, conclusões. Minha cadela (que mora na casa onde moram minhas irmãs, ou seja, haja ração) está dando cria, doze cachorrinhos. Óbviamente não temos condições para criar todos, então daremos alguns. A mãe ficará com um, e outra cadela (que vive aqui em casa) ficará com outro. Sem dúvida alguma o filhote que ficará aqui vai ser igualmente tratado pela cadela, independente de laços sanguíneos (sim, os animais tem mais consideração pelo próximo do que nós, tenha certeza disso).
Diante dessa situação, me identifico em parte. Fui criado com meu avô e avó, eles são meus pais. Mãe e pai morreram. Não lembro deles, eu era um "filhotinho". Anos se passaram, fui descobrindo sobre essa história. Não tenho o que reclamar dos meus avós, eles são tudo pra mim. Hoje em dia a família do meu pai anda me procurando querendo que eu saiba de um passado que eu não preciso saber. Querendo que eu saiba de coisas que não sinto a menor falta. Tenho motivos pra ignorá-los, para além disso, ser grosso com essas pessoas. Mas não, apenas ignorarei, porque tem pessoas que não são dignas nem de minha grosseria.
Fico pensando, será que a cadela daqui de casa se importa com laços sanguíneos? Sim, eu disse aquela coisa clichê de mãe é quem cria. Todo mundo sabe, mas nem todo mundo vive isso, e uns sofrem e outros não, eu sofri, mas não tenho do que reclamar, a vida é muito justa comigo. Isso é algo que todos sabem, mas não custa lembrar.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

A chave ou a porta?





O que é o sucesso?
É uma palavra que as pessoas normalmente ligam a fama. Mas por qual motivo?
Esses dias eu estava assistindo, pela décima vez, aquele filme do pingüim sapateador: "Happy Feet".
É uma graça por sinal, mas não estou aqui para fazer críticas ao filme. Para quem não assistiu, é a história de um pingüim que não sabe cantar (essencial para o cortejo), mas que já nasceu sapateando. Ninguém reconhecia seu exímio talento, e até caçoavam dele.
Pensando bem, é isso que ocorre exatamente na nossa sociedade. Não é reconhecido e dado devido valor para todos que executam perfeitamente bem o seu trabalho ou alguma atividade. Existem setores que um bom trabalho é facilmente valorizado, como na televisão. Por que os atores e músicos famosos são tão assediados? Ora, pois são bonitos e/ou fazem um bom trabalho. Que bom para eles. Mas tem muita gente que se esforça mais, e faz seu trabalho muito melhor do que eles fazem o deles, e ninguém dá a mínima! Poxa, eu sou uma ótima jogadora de campo minado e não tem nenhuma pessoa na porta da minha casa me pedindo autógrafo! Por que ninguém faz um "especial" na TV para uma mãe solteira que tem três empregos, passa o dia trabalhando, volta tarde e limpa a casa, e tudo isso tendo dormido apenas 6 horas? Isso sim é impossível, e não “emagrecer 20 kg” para ganhar algum milhão fazendo filme. É, tudo bem não reconhecer, mas tratar desdenhosamente e até humilhar essas pessoas que se esforçam tanto é demais. Essa é uma das coisas que deixa muita gente indignada. Todos possuem algum talento, alguns talentos são visíveis, outros nem tanto (como o meu para campo minado), mas os talentos visíveis são melhores que os outros?
A maioria do sucesso no trabalho depende de pessoas que nem nós mesmos damos o valor que merecem. Não estou falando da família, e sim dos professores. Um médico salva as vidas, mas só é possível chegar ao seu cargo tendo passado pela aprendizagem, pelos professores claro.
Sempre perguntam qual a chave do sucesso, acredito que é preciso mais de uma chave, e aprender (maioria das vezes com professores) é uma dessas chaves. E mesmo assim, a maioria deles ganham tão pouco e ainda são desrespeitados por quem eles prestam trabalho. Certa vez estava conversando com um professor que também era meu amigo (ótimo professor por sinal), ele era voluntário em escola pública, e contou que certa vez foi ameaçado com uma arma por não aceitar um trabalho além do prazo que já tinha sido prolongado. Ou seja, você trabalha voluntariamente para ajudar alguém que acaba apontando uma arma para sua cabeça. Essa é outra mais uma coisa que me deixa indignada.
Pessoas se esforçam para conseguir sucesso e requerem tanto o reconhecimento alheio mas esquecem de reconhecer, e valorizar é claro, quem os ajudou a tornar possível tal sucesso. Os autodidactas me perdoem.
Como seria se não existissem médicos? E se não houvessem pedreiros? Como seria o mundo sem PROFESSORES?
No Japão a educação é valorizada adequadamente. O professor é tratado com todo respeito e historicamente a única pessoa que o imperador levanta para cumprimentar é o professor. Sem educação não tem futuro, quando o BRASIL irá compreender isso?
É necessário educação para haver empregos. Então a chave mestra do sucesso para o Brasil (e para outros países) é a EDUCAÇÃO.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

OPEM YOUR EYES

Ainda que nunca tenha escrito muita coisa nessa vida, falo demais! Criando coragem pra deixar a cara pra baterem, queria deixar também uma coisinha a mais na cabeça de quem ler: se um dia desses qualquer vocês se deparerem com um joguinho "meio besta" chamado Tangram, disfarçadamente levem-no pra casa, sentem-se num dia calmo e começem a "brincar" com ele. Com certeza vai mexer com vocês! Não desistam na primeira vez...persistam muito, tentando completar alguma das figuras propostas lá. Conseguiram? Viva! Passem para outra, e mais outra, e mais outra... Com o tempo, irão perceber o que ele vos ensinará!
Aprendi muito nesse "brincar"! Tirei conclusões tão acertadas para minha vida..... desde perceber meu grau de paciência com as coisas, a teimosia em continuar, a alegria de conseguir, tolerância a interferências, humildade em desistir e aceitar, a conjugar fatos que considerava impossíveis, a aceitar limites, enfim, tantas e tantas outras coisinhas que muitas pessoas talvez passem uma vida inteira sem elas!
Mas, a última lição o Tangram me fez valer, foi a de que se não estivermos com os olhos bem abertos, mas é muito abertos mesmo, para o mundo, para o que se passa em nossa volta e para o que principalmente se passa dentro de nós, numa maneira integralizada, veremos que como no mundo as coisas têm lá suas variadas formas de se encaixarem, e que nós também nos montamos e nos deixamos montar de diversas formar..... e que sempre estaremos incompletos em momentos e em outros não! A vida é sempre uma dialética (me perdoe a expressão, Luan), mas, que foi através de um joguinho inventado a milhares de anos atrás na China, que vivi assim e pude perceber, ainda nessa vida, tal coisa!
Agora, que pedaços de mim - como naquelas 7 peças - se espalham, são largadas por aí, outras resgatadas, outras fixadas, outras viradas de um lado para outro, se encaixam ora perfeitamente , se desmontam em outras, mas sempre tentando uma nova e/ou maior consciência do meu próprio eu.
Perdoem-me todos, os erros que encontrarem por aí, mas o tempo está acabando pra postar e eu também nem saberia corrigí-los!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Um dia você aprende...



O vídeo por si só já explica bastante coisa.
Quem já viu tenho certeza que não se importaria
de ver de novo e pra quem não viu eu digo uma coisa:
Pense nisso!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

aqui, nessa redoma

video


E após mais um longo ano que pareceu ter bem mais de trezentas noites, me deparei com o natal. Estranhei o fato de ver os bonecos do velho Noel rebolando nas vitrines ainda antes da metade de novembro (afinal, mal tínhamos digerido a saudade repentina que o dia de finados trouxe aos nossos corações...) Havia pressa.

Ignorei tal fato e sorri - embora adiantadamente - para o espírito natalino. E gastei o que tinha que gastar em presentes, ceia e roupas... Sempre feliz... sempre cantando ou no mínimo assobiando. Afinal, era natal! Enganei então minha criança como sempre o fiz, passei fome até a meia noite e fiz leituras da empoeirada bíblia. E acabou o natal.

Lá vem o reveillon!

Ajudei a lotar as lojas atrás de roupas e sapatos brancos (nessa época não se apelida o outro de pai-de-santo). Programei viagens, gastei com fogos de artifício e fui à praia. Pedi paz e me embebedei.

No primeiro dia do ano tudo parece diferente... como uma nova era, um novo tempo, um recomeço... Amei as outras pessoas e comi os restos da ceia, sem reclamar. Até que numa fração de segundo a noite chega e de longe ouvi um som familiar... olhei na televisão e lá estavam elas... as primeiras bundas do ano à mostra em horário nobre, nos chamando para ser feliz!

Era o carnaval.

E o mês de janeiro consagrou-se como um mês de esperanças. Esperei o carnaval, esperei o feriadão, esperei que acabasse logo.
Durante quase uma semana, esqueci da bíblia empoeirada, esqueci da paz do reveillon, esqueci das roupas que comprei. Apenas bebi, dancei e fiz sexo.

Até que numa quarta recobrei a consciência. Na quinta voltei ao trabalho e notei que o ano estava aí, vi na televisão que a quaresma começara e minhas contas estavam atrasadas.

Foi quando, no supermercado notei que, algumas pessoas se utilzando de escadas, avidamente peduravam em um dos corredores os primeiros ovos da páscoa.


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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Carnaval, carnaval...


"Mas é carnaval,
Não me diga mais quem é você,
Amanhã tudo volta ao normal,
Deixe a festa acabar
Deixe o barco correr
Deixe o dia raiar"
(Chico Buarque – Noite dos Mascarados)

Quem nunca pulou carnaval, nem quando criança, que atire a primeira pedra. Lembra das festas de carnaval na escola? Aquelas com muitos confetes, máscaras enfeitadas com lantejoulas e purpurinas, fantasias com crepom?
Não lembra disso? Arrisco-me a dizer: Você não aproveitou a infância. Carnaval é algo intrínseco na vida do brasileiro. Aquele frase que diz: "O Brasil só funciona depois do carnaval" não é tão verdadeira. Arrisco-me novamente: O Brasil não começa a funcionar depois do carnaval: o Brasil, funciona por causa do carnaval. Carnaval é a festa mais esperada pelo Brasileiro e pelo estrangeiro também, por quê não? Afinal, os gringos adoram ver nossas mulheres e ouvir nossa música agitada. O mais interessante, é que essa festa não começou no Brasil. Mas como brasileiro é bicho inteligente, fizemos uma adaptação e agora quem inventou a festa, se rói de inveja, porque nossa releitura ficou bem mais popular e bonita. Carnaval deveria ser também dia nacional da fantasia, do lúdico. Durante quatro dias, o povo esquece que tem problemas, que vive aos trancos e barrancos, que tem que se virar como pode; em quatro dias, o que importa é a diversão. Mas se você não se diverte no carnaval e não vê a hora disso passar, não se desespere: há sempre uma saída pra quem não gosta da festa. Você odeia samba, mulheres seminuas e caras cantando com aquela voz estranha? Você não suporta o carnaval de Salvador, com aqueles axés e pessoas muito próximas, suadas e pulando feito loucas? Tudo bem, pode ir pra qualquer outro lugar, desde shows de rock a boates com música eletrônica. O importante é se divertir, porque esse é o único feriado feito pra festa, não sendo motivo de patriotismo, ou cristandade. Eu não poderia deixar de dizer: use sempre camisinha, no carnaval, ou não.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Tempo.


Tempo. Pra muitos sobra, pra muitos falta. Todos nós temos o mesmo tempo para utilizar, basta saber administrar. O tempo pode ser uma arma pra destruir um amor, uma arma pra contruir uma dor. O tempo é curto. Todos nós temos pouco tempo, todos nós que temos planos, todos nós que temos sonhos. Muitas vezes ele nos ajuda, mas não percebemos. Muitas vezes ele nos atrapalha, e vamos ver depois.
As pessoas não sabem quando tempo durarão. Seu tempo pode acabar agora. Ninguém sabe. Devemos pensar que aquilo de bom que tivemos foi só o início, e que daqui a um tempo teremos coisas melhores? Acho isso meio errado. Por que que aquilo que nós vivemos parece tão "superável"? Por que nosso grande amor não pode ter sido na adolescência? Por que temos sempre que achar que no futuro teremos algo melhor? E se o tempo acabar antes? Devemos dar valor ao passado sim. Tempo não quer dizer intensidade. Tu pode amar uma pessoa dois anos, e amar outra uma semana, e esse amor de uma semana ser bem mais intenso. Nisso o tempo não interfere. Às vezes ele passa rápido, sinal que foi bem aproveitado. Às vezes devagar, mal aproveitado, porém, foi gasto. Agora lhe resta menos tempo. Ele está se esgotando. E enquanto ele vai o remorço vem, o arrependimento, a saudade e a impotência de voltar atrás.
Nossas vidas não se definem no tempo em que sobrevivemos, e sim no que vivemos. Mais ou menos que nem aquele conto do homem que foi entrevistado: ele tinha noventa e cinco anos, não bebia, não fumava, não comia carne, não saía para festas, não se arriscava, não fazia loucuras. E que graça tem viver assim? Sou daqueles que tem a teoria de viver a cem e durar trinta, do que viver a trinta e durar cem. O tempo é o que há de mais cruel, como eu disse, ele destrói coisas, cria coisas, leva e trás coisas, mas o tempo ao mesmo tempo é a única coisa que temos, e não sabemos até quando teremos. Isso nos faz (nem todo mundo) querer aproveitá-lo, mas nem sempre podemos. O que está esperando pra ir visitar aquela pessoa que tu só conhece virtualmente? O que está esperando pra botar em prática seus sonhos? Ele vai acabar, disso já sabemos. Mas será que realmente estamos usando-o de um modo que depois independente da hora em que ele acabar vamos nos sentir satisfeitos?

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Coisas



Bem, essa é minha estréia aqui no vim, disseram que eu posso falar sobre qualquer coisa, como
não tenho um assunto definido, portanto falarei sobre, coisas. Coisas que
me deixam intrigada.
Primeiramente compartilharei minha dúvida em relação a uma bola espelhada.
Imagine uma esfera grande ao ponto de caber uma pessoa de pelo menos 1,90 cm sobrando espaço. A tal esfera é espelhada por dentro, bem um espelho todo côncavo. Aquela velha frase "desculpem minha ignorância" mas o que você, dentro dessa esfera, veria refletir no espelho? pois você seria refletido por todos os lados, ângulos e tudo mais. Eu pensei em várias possibilidades congruentes, mas não posso ter certeza de nenhuma delas, acho que vai acabar aparecendo um "borrão", então por favor, façam uma vaquinha e me comprem uma dessa no próximo aniversário.
Outra dessas coisas é como o ser humano pode julgar precipitadamente outra pessoa na qual possui os mesmos defeitos que ela própria. Vejamos no Big Brother, os telespectadores julgam de uma forma negativa os participantes que julgam outros participantes, mas os mesmos telespectadores estão julgando o participante sem conhecer. Claro que com algumas características visíveis pode-se ter uma noção de pontos da personalidade de alguém mas não o suficiente para definir uma personalidade de modo geral. Nós estamos julgando pontos da personalidade alheia a todo momento, mesmo sem saber. Então, é usado o suposto "erro" de alguém para defini-lo, coisa no mínimo estranha.
Para finalizar: coração de galinha. Ora, para cada coração de galinha, há claro, uma galinha. Um espetinho possui uns 5 corações, então, 5 galinhas. Quem come tanta galinha? em churrascos tem vários corações mas não tantas galinhas ou frangos p cobrir o número de corações. Deve existir um lugar cheio de galinhas sem coração, literalmente.
Por enquanto é só.. um beijo (1).

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Arco-íris


Engraçado como ás vezes paramos pra pensar em alguns detalhes do nosso cotidiano que, apesar de conhecidos, muito pouco são refletidos. E num dia de chuva forte me dei conta do arco-íris.

Às vezes admiramos a bela paisagem ensolarada de um dia de céu limpo, às vezes lamentamos a morbidez de um dia chuvoso, mas poucas são as vezes em que as duas coisas parecem acontecer ao mesmo tempo. Quando a chuva, muitas vezes intensa, dá lugar à luz do sol que parece querer disputar a atenção de todos dizendo: "Sai daqui, incoveniente, não vês que todos aqui me esperam, chegou minha hora!", e a chuva, inabalável, parece responder: "Ah! Mas não saio mesmo! Tu que não vês que ainda não descarreguei esse peso que me pões nos ombros! Aquieta-te!"; eis que no meio de uma aparente disputa surge ele, o arco-íris.

O arco-íris é um fenômeno ótico natural, onde os raios de luz refletidos nas gotículas de água produzidas pela chuva se refratam, decompondo-se nas cores: vermelha, laranja, amarela, verde, azul, anil e violeta; na ordem de fora pra dentro.

Mas, pensem comigo, o arco-íris é mais que isso. Durante a Guerra dos Camponeses, no século XVI na Alemanha, foi usada como sinal de esperança na nova era; é atualmente usada como bandeira do movimento Orgulho gay, representando a diversidade; é usada também com símbolo da paz. É mais... É a arte provando sua validade, é a inspiração do artista das cores provando sua eternidade. É, por fim, a fantasia genuinamente real de toda criança que vê seu desenho nos livros, na literatura, na poesia, na pintura, e sabe, com toda certeza do mundo, que aquilo existe, e eventualmente, quando o sol e a chuva parecem discutir por atenção, aparece pra dizer: "Ora, não briguem! Há um grande tesouro no fim da minha imagem a espera de vocês. Estão esprando o quê pra procurá-lo?!", e nessa hora partem os dois, um pra cada um dos lados, em direção ao tesouro no fim do arco-íris, o tesouro da paz, a peça pregada pela natureza pra selar a harmonia do ciclo dos dias e das noites.

E agora que o arco-íris cumpriu seu papel, eu vou com ele.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Saudade dos carnavais que não vivi...

Quando penso em carnaval só o que me vem na cabeça são imagens daqueles grandes bailes de Carnaval de antigamente, fico até empolgada. Penso nas marchinhas, nos sambas-enredo, nos passinhos miúdos das pessoas no meio do salão, nos lança-perfumes, nas fantasias bonitas com lantejoulas. Lembro da minha vó. É, associo carnaval à minha vó. Minha vó foi uma grande fanfarrona. Ela sempre gostou dessas festas e sempre fez questão de participar de todas e de levar os filhos e também fazia questão de que todos tivessem uma bela fantasia. Durante a minha vida toda ouvi da minha vó essas histórias sobre grandes carnavais. Hoje vejo o carnaval com olhos saudosistas. É triste ver que algumas coisas quase não existem mais. Os bailes de carnaval foram invadidos por funks, pagodes, axés e até forrós. Os passinhos miúdos foram substituídos por pulos descoordenados, até serpentinas e confetes perderam espaço. Como isso pode ser possível? Parece até que o carnaval de rua também perdeu seu encanto. Tudo muito modernizado, poderia também dizer "globalizado", se é que me entendem. Mas pelo menos o Carnaval de rua ainda tem seu espaço, um bom espaço.
Tenho saudade desses carnavais que não vivi. São coisas que não voltam mais. E minha vó, que hoje já não conta mais histórias vai levar com ela esse velho carnaval.

Um pouco sobre a história do Carnaval no Brasil a quem interessar:http://www.miniweb.com.br/cidadania/dicas/carnaval.html