quarta-feira, 9 de maio de 2012

E agora você se dá conta da realidade a sua volta e se pega fazendo uma lista mental de músicas proibidas, lugares, bebidas, filmes, lugares de novo, pessoas, idéias, comidas!! Você não dorme e quando o faz é em excesso. Você passa a evitar situações, sentimentos, sensações, desejos e pensamentos. O que te sobra? Nada. E você chega aonde queria chegar mas você não fica feliz porque o que você deseja é exatamente a ausência de qualquer sentimento. Você acha que está no caminho certo até que você finalmente fecha os olhos e dorme. Acorda desesperada, com raiva e chorando:  você não pode fingir que não sente, que aquilo não te incomoda mais, que não te dói. O teu inconsciente te mostra a realidade por trás do véu que você fez questão de por diante dos olhos e do coração. Não, não há saída. A única saída é continuar andando. É como se você fosse personagem de um filme cujo o tema é alguma espécie de vírus mortal disseminando a população do planeta e você, tendo sido infectado, se arrasta pelas cidades lutando pela sobrevivência esperando chegar à base onde o exército te resgata e te aplica a vacina. Mas você não vê drama nisso tudo, porque você está dentro, e isso tudo está dentro de você. 
E você chora. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Just love...


Porque tanto medo do amor? Acho que são três as causas: a primeira e mais obvia tem a ver com o risco de sofrimento, medo que o elo se rompa,  medo de que o amado fuja do relacionamento amoroso é sentido como tão grande justamente porque o amante também está sentindo muito medo!. O medo da ruptura do elo sentimental parece maior justamente nas relações de ótima qualidade, onde o risco, em teoria, deveria ser mínimo!.
 Uma segunda causa do medo das relações amorosas muito intensas tem a ver com o risco de se perder a individualidade: esse é um problema real por medo de perder o amado, a tendência é a de se fazer concessões indevidas, o que ameaça a individualidade não tão solidamente construída. Como o amor deriva da admiração, surge uma tendência a se adequar aos valores do amado: isso pode gerar concessões e um clima muito exigente Pequenas concessões não ofendem uma individualidade sólida, sempre mais tolerante. O respeito pelas diferenças deve substituir as grandes.
Ao medo de ruptura amorosa e ao que deriva do risco real de perda da individualidade, soma-se o terceiro e mais inesperado: o da felicidade!
Não deixa de ser chocante constatar que o amor intenso e bom pode provocar tanto medo: ele pode ser a causa de tão poucos "finais felizes". Os poucos que não fogem de medo por causa da sensação de que a felicidade traz o embrião da desgraça percebem que, com o tempo, ele diminui. Quando o medo se atenua, sobra o elo amoroso e que tende a ser gratificante e duradouro. Ou seja, o encantamento da paixão não é irracional! O ingrediente irracional que acompanha a paixão e todas as grandes conquistas é o medo da felicidade: o que é bom parece "atrair" desgraça. Os que enfrentarem o medo irracional perceberão que a "felicidade não mata": terão superado forças auto-destrutivas que tanto os prejudicam. Amainado o medo, sobrará uma relação amorosa cordial, de respeito e enorme carinho mútuo. Há quem ache isso pouco e prefira a aventura à paz. 
Quem procura aventura no amor buscará relações conturbadas, quase sempre fundados em grandes diferenças: não creio que seja a melhor saída. Penso que o amor tem a ver com paz e harmonia ao lado de alguém muito especial. Não faltam formas de aventura: no trabalho, nos esportes...

Compilações de pensamentos de Flávio Gikovate




domingo, 12 de junho de 2011

Para que tudo silencie...


No dias feitos para morrer a gente se encontra; silencia
É no silêncio do mundo que podemos ser. Simplesmesmente ser.
No vão entre uma coisa e outra, no meio-tempo entre ser dois e ser um só.
Presos entre o passado, presente e futuro.
Abismos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Simplicidade



Eu só quero que tudo corra bem. Que você seja feliz, que eu seja feliz e que assim todos sejam felizes. Só espero que cada dia seja vivido com intensidade suficiente para fazer a gente olhar para trás e sorrir pelas coisas feitas, não feitas, sorrir pelos acertos e também pelo erros... por que se olhares para trás e puder fazer isso, então será sinal de que terá aprendido algo com o que foi vivido. E terá vivo sim com toda a sinceridade, intensidade e garra.
Eu só quero isso: a SIMPLICIDADE!

Que eu seja mais leve, que eu seja mais doce, mais alegre, mais sensível, mais sagaz...e que você também o seja. Que sejamos todos! Que seja sempre doce, que seja doce, doce, doce...

domingo, 1 de maio de 2011

Os nossos atos são tudo!


" O dedo que se move escreve; e tendo escrito, continua. Nem todo o seu entendimento, nem todo o seu arrependimento, pode fazer com que ele volte para apagar uma só linha do que já foi escrito." - Omar Kayan

O passado jamais voltará e o futuro é uma incógnita. Isso ferra tudo! É difícil lidar com erros VISÍVEIS cometidos num piscar de olhos. Você olha para trás segundos depois de tê-lo cometido e pensa que aquilo realmente poderia ter sido evitado, mas e aí? e agora?! é triste mas é assim, isso é ser humano. Ser humano é errar, acertar, errar, aprender, aprender, aprender... muitas vezes aprender em função de um erro que gerará, inevitavelmente, uma consequência, podendo estar ser boa ou não. Mas o maior incômodo nisso tudo é magoar pessoas que nada tem a ver com o problema.
Tá, isso tudo é muito chato, gera arrependimentos terríveis. Muitas vezes não sabemos o que fazer com a dor do arrependimento mas não tem jeito, somos assim do jeito que somos exatamente por causa de toda a nossa bagagem de erros e acertos, a diferença é que uns aprender mais rápido que outros, uns encontram o equilíbrio mais prematuramente.
A dúvida que sempre perdurará será: E SE eu tivesse ido pelo caminho número 2? e se eu tivesse dito isso ao invés daquilo? E SE?!

" Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez da direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse dito as frases que só agora, no meio do sono elaboro –
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente outro também.”

Álvaro de Campos

O jeito, meu caro amigo, é lidar com as frustrações criadas por você mesmo; é se virar, encarar o erro e sua consequência de frente, admitir o erro, assimilar a situação conflitante e...aprender. Abrir a gaveta da memória e juntar o erro às experiências, formar um leque de situações que, rapidamente, você saberá consultar na eminência de cometer outro erro e, quem sabe assim, evitá-lo. É assim, tentar, tentar, tentar... uma hora a palavra muda. CONSEGUIR.

Nosso mundo - Barão Vermelho - "Pra voltar pra ontem sem temer o futuro e olhar pra hoje cheio de orgulho...
Eu voltaria atrás do tempo. Eu voltaria atrás, atrás do tempo. Os nossos erros seriam apagados, nossos primeiros desejos ....ressuscitados, e de novo eu voltaria no tempo"

segunda-feira, 18 de abril de 2011


Sou aquela que tropeça, caí, levanta, tropeça de novo...fica estendida no chão, às vezes rindo da queda, outras vezes chorando pela dor e feridas causadas pelo tombo... Sou aquela que, muitas vezes não se vê capaz de fazer certas coisas mas que aprende e a cada instante se surpreende com ela mesma diante das incontáveis "incapacidades" que, com o tempo , vê-se capaz de realizá-las, talvez de forma não tão sublime...

Aprendo com cada tombo que levo. Cada marca, cicatriz e arranhão que tenho são símbolos das minhas vitórias...são sinais não só da "sobrevivência" mas da VIVÊNCIA. Viver está além. Sobreviver é triste. Superar também. Decido que não sou sobrevivente de nada. Sou ser humano que vive e que se perde nos nós da vida, mas que se encontra...sempre.

A vida vale tão mais quando a gente olha ao redor vê que está cercado de pessoas especiais que nos escolheram e que nós escolhemos também. Quem tem pessoas queridas por perto (perto do coração) sabe que cada tombo (ou cada tapa da vida, né Rafa?), por pior que seja, não é nada... e sempre vale a pena se levantar, recompor-se, sacodir a poeira...
E digo mais, amar é escolha sim. Eu escolho quem eu amo. E não amo muita gente, mas quando gosto...gosto com intensidade. As Pessoas queridas sabem que são queridas.. =)

Aos queridos..

" É preciso força para sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê..." - Los Hermanos

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Hoje quis ver o mundo desfocado....

Sair só, andar pelas ruas debaixo do sol de outono sem lentes, sem óculos, sem nada que lhe impeça de exergar o mundo, de fato... Ver um mundo velho sobre outra perspectiva, mundo desfocado, longe da perfeição cotidiana. Ver pessoas, simplesmente pessoas sem qualquer identificação, sem traços, com seus rostos desfocados..
Experimente!

Assumir a miopia pode ser libertador